Otimismo para 2018

Depois de dois anos de recessão e um 2017 marcado por recuperação lenta, a previsão dos economistas é de que a economia brasileira vai crescer com mais força em 2018.

As incertezas sobre as eleições e reformas econômicas existem, mas o aumento do consumo das famílias, graças, principalmente, à redução na taxa de juros, já trouxe bons resultados no final de ano.

De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), as vendas do varejo brasileiro no Natal cresceram mais de 4% com relação a 2016.

A queda na inflação abriu espaço para outras melhorias, como a redução dos juros e a elevação do poder de compra dos consumidores.

Em novembro, por exemplo, o comércio varejista no Estado de São Paulo criou 15.206 postos de trabalho, o melhor desempenho em 2017, resultado de 81.615 admissões e 66.409 desligamentos. Foi o quinto mês consecutivo de geração de empregos formais. Com isso, o varejo paulista encerrou o mês com um estoque ativo de 2.088.284 trabalhadores formais, crescimento de 0,01% em relação a novembro de 2016. Embora tímida, essa foi a segunda taxa positiva seguida desde abril de 2015.
Esses dados reforçam que o melhor resultado na geração de empregos formais visto em novembro é um sinal de que o empresário varejista está mais confiante, e confiança é extremamente importante para a recuperação do crescimento de nossa economia. Então, se o cenário externo é favorável, cabe a nós, dentro de nossas empresas, usar isso para crescer.

É claro, não haverá uma “explosão” de consumo como antes. Toda crise sempre traz uma transformação no comportamento do consumidor. O papel do lojista é acompanhar esse processo. Desde 2014, houve uma mudança geral no mix do varejo, com migração de produtos de maior para menor valor agregado e novos canais, como comércio de descontos e “atacarejo”, com queda no tíquete médio. Houve ainda alta nas vendas do comércio eletrônico e expansão das grandes redes em lojas menores de bairro, com produtos específicos para o público da região.

Em 2018, os investimentos estarão focados em novos formatos das lojas, com finalidade até para showroom, e no aprimoramento de sistemas digitais que tragam integração entre o meio virtual e as lojas físicas. O que vai permanecer são os três pilares que sustentam a pujança do comércio: renda, crédito e confiança.